Marsupialização e Bartolinectomia
- Mentis femina

- 7 de jun. de 2020
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As glândulas de Bartholin são duas glândulas que se localizam na vulva, porção externa da genitália feminina, e têm como função a produção de um fluido lubrificante.
A sua função é produzir um fluido mucoso que serve para lubrificar e umidificar a vulva, principalmente durante o ato sexual.

Causas
As doenças da glândula de Bartholin ocorrem basicamente quando a saída de um ou ambos os ductos fica obstruída, impedido a eliminação do muco produzido. As duas complicações mais frequentes que surgem deste problema são o cisto de Bartholin e o abscesso da glândula de Bartholin.
Bactéria que mais comumente infecta o cisto e provoca abscesso da glândula de Bartholin é a Escherichia coli, a mesma que habitualmente provoca os quadros de infecção urinária. Bactérias que normalmente habitam nossa pele, tais como os Estafilococos e os Estreptococos, também podem ser a causa.
Sintomas
No caso da obstrução sem infecção, forma-se um cisto de Bartholin, geralmente assintomático e que pode ter cura espontânea. Ocasionalmente, o líquido aprisionado dentro do cisto torna-se infectado (por bactérias), com formação de pus rodeado por tecido infectado e inflamado (abscesso), o que é denominado de Bartolinite aguda.
O abscesso é uma tumoração que provoca intensos sintomas. A dor, o inchaço, a vermelhidão e o calor local são as principais características do quadro. Febre não é tão frequente e só ocorre em cerca de 20% dos casos. Em algumas situações, o abscesso pode drenar espontaneamente, liberando um líquido claramente purulento. Ao ser drenado, os sintomas costumam desaparecer.
O tratamento da Bartolinite Aguda geralmente exige drenagem do conteúdo purulento e pode ser necessáriouso de antibióticos, além de banhos de assento:
Tratamento com antibióticos: É realizado em alguns casos, para agilizar o tratamento e prevenir novos episódios. É importante determinar qual a bactéria causadora, através de exames específicos.
Banhos de assento: Fazer uma imersão em uma bacia ou banheira de água morna (apenas alguns centímetros é suficiente) normalmente auxilia no alívio das dores, para além da drenagem espontânea (eliminação do pus e bactérias). O banho de assento pode e deve ser feito algumas vezes ao longo do dia. A prática deve continuar até melhora completa dos sintomas.
Drenagem cirúrgica: Em casos em que a bartolinite está mais avançada, a paciente já experimenta um grau de dor elevado e já apresenta dificuldades para andar ou até sentar-se, torna-se imprescindível fazer uma drenagem do abscesso. Regra geral a drenagem pode ser feita no próprio consultório médico. É utilizada anestesia local. É feita uma pequena incisão local para auxiliar no processo de drenagem.
Marsupialização: Quando os cistos incomodam muito e surgem recorrentemente, existe a possibilidade de se recorrer a uma marsupialização, após resolução do quadro agudo. Este método tem boas taxas de eficácia na prevenção de recaídas para além de preservar a glândula de Bartholin. A marsupialização funciona abrindo o cisto e expondo suas bordas. As bordas são depois unidas à pele do vestíbulo, de ada lado do corte, criando assim uma abertura permanente, e normalmente é feito em ambiente hospitalar.
Bartolinectomia: Quando nenhum dos procedimentos é eficaz e as recidivas são frequentes, o médico pode decidir fazer a remoção completa da(s) glândula(s) de Bartholin. No entanto, é raro haver essa necessidade. A bartolinectomia é normalmente feita no hospital, com anestesia raquidiana.







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